ciências humanas - ciências naturais

Como são as pesquisas experimentais?

As pesquisas experimentais são caracterizadas pela manipulação controlada de variáveis com o objetivo de observar seus efeitos sobre outros fenômenos, buscando estabelecer relações de causa e efeito. Nesse tipo de pesquisa, o pesquisador não apenas observa a realidade, mas intervém diretamente nela, criando condições artificiais ou controladas para analisar como determinadas mudanças produzem efeitos específicos. Assim, diferentemente das pesquisas descritivas ou de levantamento, a pesquisa experimental tem como foco central a explicação dos fenômenos, e não apenas sua descrição (SEVERINO, 2007).

Do ponto de vista metodológico, a pesquisa experimental exige algumas condições fundamentais. A primeira é a existência de variáveis claramente definidas, especialmente a variável independente (a que é manipulada) e a variável dependente (a que sofre os efeitos). A segunda condição é o controle das variáveis intervenientes, isto é, dos fatores externos que podem interferir nos resultados, garantindo que os efeitos observados sejam, de fato, decorrentes da variável manipulada. A terceira condição é a constituição de grupos de comparação, geralmente um grupo experimental e um grupo controle, o que permite verificar diferenças e estabelecer relações causais de forma mais segura.

Além disso, a pesquisa experimental exige procedimentos padronizados, condições controladas de aplicação, replicabilidade dos experimentos e critérios rigorosos de validade e confiabilidade. Essas condições permitem que os resultados possam ser verificados por outros pesquisadores e que as conclusões tenham consistência científica. Assim, as pesquisas experimentais se estruturam como um modelo de investigação altamente rigoroso, voltado à produção de explicações causais, sendo fundamentais para áreas como psicologia, biologia, medicina, educação e ciências naturais, onde a compreensão dos mecanismos dos fenômenos exige controle e intervenção sistemática sobre a realidade (SEVERINO, 2007).

Referência:
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. São Paulo: Cortez, 2007.



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