As pesquisas correlacionais são aquelas que buscam identificar e analisar relações de associação entre variáveis, sem que haja manipulação direta da realidade pelo pesquisador. Diferentemente da pesquisa experimental, nesse tipo de investigação o pesquisador não intervém nos fenômenos, mas observa como determinadas variáveis se comportam conjuntamente na realidade, verificando se há relações sistemáticas entre elas. O objetivo não é estabelecer causalidade, mas compreender padrões de relação, isto é, se mudanças em uma variável estão associadas a mudanças em outra (SEVERINO, 2007).
Do ponto de vista metodológico, as pesquisas correlacionais trabalham com variáveis previamente definidas, que são medidas por meio de instrumentos padronizados, como questionários, testes, escalas e registros de dados. A análise é feita por meio de procedimentos estatísticos que permitem identificar a intensidade e a direção da relação entre as variáveis, como correlação positiva (quando ambas aumentam ou diminuem juntas), correlação negativa (quando uma aumenta e a outra diminui) ou ausência de correlação. No entanto, mesmo quando há correlação forte, não se pode afirmar que uma variável causa a outra, pois a relação pode ser influenciada por fatores externos não controlados.
Assim, as pesquisas correlacionais são fundamentais para mapear relações entre fenômenos, identificar tendências, levantar hipóteses explicativas e orientar pesquisas posteriores, especialmente experimentais. Elas permitem compreender como aspectos psicológicos, sociais, educacionais e comportamentais se articulam na realidade, oferecendo uma leitura relacional dos fenômenos. Embora não expliquem causalmente os processos, são essenciais para a produção do conhecimento científico, pois revelam conexões significativas entre variáveis e ampliam a compreensão da complexidade da realidade estudada (SEVERINO, 2007).
Referência:
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. São Paulo: Cortez, 2007.