A antropóloga e educadora norte-americana Nancy Scheper-Hughes foi para a Irlanda inicialmente para estudar questões de identidade e religião, mas acabou deparando-se com um fenômeno que a intrigou: a alta incidência de doença mental, especialmente esquizofrenia, entre os homens jovens daquela comunidade rural. Scheper-Hughes argumenta que a doença mental, sobretudo a esquizofrenia, não deve ser entendida apenas como condição biológica, mas algo produzido e intensificado por fatores culturais, sociais e econômicos. Para ela, a doença mental deve ser lida como expressão de sofrimento social e, por isso, o pesquisador precisa ir além da descrição cultural e posicionar-se eticamente diante do sofrimento humano, pois o contexto econômico, político e religioso é inseparável da experiência subjetiva da doença.
Referências bibliográficas: The Anthropology Book: Big Ideas Simply Explained. Londres: Dorling Kindersley, Edição eletrônica. 2025.
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