Depois de muito tempo, eu entendi que viver também é atravessar altos e baixos emocionais, e que isso não significa fraqueza, mas humanidade. Há dias em que tudo parece fluir, e outros em que a tristeza chega sem pedir licença, pesa no corpo e embaça o olhar. Nessas horas, tento lembrar que a tristeza não é um erro a ser corrigido rapidamente, mas um sinal de que algo em mim precisa ser escutado com mais atenção.
Quando ela aparece, a primeira coisa que faço é parar de lutar contra o que sinto. Eu respiro, diminuo o ritmo e me permito sentir sem me julgar. Em vez de exigir produtividade ou uma alegria forçada, busco gestos simples de cuidado: descansar, escrever, caminhar, ficar em silêncio ou procurar alguém de confiança. Aprendi que acolher a tristeza não a faz durar mais; ao contrário, dá a ela um caminho para se transformar.
Com o tempo, entendi que os altos e baixos não definem quem eu sou, apenas revelam fases do meu percurso. A tristeza passa, mesmo quando parece permanente, e sempre deixa algum aprendizado sobre meus limites, desejos ou necessidades. Nesses momentos, escolho ser mais gentil comigo, lembrando que atravessar também é uma forma de seguir em frente.