Ao escolher ser verdadeira nas redes sociais, ou ao menos o mais próxima possível da minha auto verdade, é para mim uma forma de respeito e também de responsabilidade em relação ao outro. Sei que aquilo que compartilho não fica apenas em mim: circula, atravessa pessoas, afeta percepções e expectativas. Quando me mostro de maneira excessivamente editada ou idealizada, corro o risco de reforçar comparações irreais e silenciosos sentimentos de inadequação. Ser honesta, dentro dos meus limites, é reconhecer que quem me lê ou me vê também carrega fragilidades, dúvidas e histórias invisíveis. Ser uma pessoa humana para outras pessoas humanas.
Entendo, assim, que a autenticidade nas redes não é exposição ingênua, mas um posicionamento ético. Ao me aproximar da minha verdade, contribuo para um espaço menos performático e mais humano, onde a existência não precisa ser constantemente provada por métricas ou aparências. Ser verdadeira é lembrar que, por trás das telas, há pessoas reais, com sentimentos reais, e que minha presença ali pode acolher, aliviar ou, ao menos, não ferir. É um compromisso comigo, mas também com o cuidado coletivo que sustenta qualquer convivência saudável. É um gesto de amor.