Tenho escolhido, cada vez mais, alimentos que realmente me fazem bem, mesmo quando a vontade pede conforto imediato. Percebi que muitas vezes eu comia para anestesiar cansaços, silêncios e emoções difíceis, buscando na comida um alívio rápido. Hoje, tento escutar melhor o meu corpo e entender do que ele precisa de verdade, não apenas do que o consola por alguns minutos.
Essa escolha não é sobre rigidez ou proibição, mas sobre cuidado. Ao optar por alimentos que me nutrem, estou aprendendo a oferecer a mim mesma um conforto mais duradouro, que não vem da culpa depois, mas da sensação de bem-estar e respeito. Descobri que me alimentar bem também é uma forma de acolher minhas emoções, sem precisar transformá-las sempre em comida.
Nem sempre é fácil, e há dias em que o desejo por alimentos conforto aparece com mais força. Ainda assim, tenho escolhido, sempre que posso, aquilo que sustenta minha saúde e minha vida a longo prazo. Essa decisão é um gesto de amor por mim mesma, uma maneira de dizer que mereço cuidado, presença e escolhas que me fortaleçam.