Os exercícios físicos são importantes porque atuam de forma integrada no corpo, na mente e na qualidade de vida. Do ponto de vista físico, a prática regular melhora o funcionamento do sistema cardiovascular, fortalece músculos e ossos, aumenta a resistência e contribui para o controle do peso corporal. Além disso, ajuda a regular a glicemia, o colesterol e a pressão arterial, reduzindo o risco de doenças crônicas como diabetes tipo 2 e doenças cardíacas (WHO, 2020).
No plano mental e emocional, os exercícios estimulam a liberação de neurotransmissores como endorfina, serotonina e dopamina, associados à sensação de bem-estar e à redução do estresse, da ansiedade e dos sintomas depressivos. A atividade física também melhora a qualidade do sono, a concentração e a autoestima, funcionando como um importante recurso de autocuidado e equilíbrio psíquico (BIDDLE; MUTRIE, 2008).
Por fim, os exercícios têm um papel fundamental na manutenção da autonomia ao longo da vida. Eles preservam a mobilidade, o equilíbrio e a força funcional, especialmente com o avanço da idade, permitindo que a pessoa realize atividades cotidianas com mais segurança e independência. Mais do que desempenho ou estética, o exercício regular deve ser compreendido como uma prática de saúde integral e prevenção, acessível e adaptável às diferentes fases da vida.
Referências bibliográficas:
WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Guidelines on physical activity and sedentary behaviour. Geneva: WHO, 2020.
BIDDLE, Stuart J. H.; MUTRIE, Nanette. Psychology of physical activity: determinants, well-being and interventions. 2. ed. London: Routledge, 2008.