O termo “assexuado” pertence ao campo da biologia e é utilizado para designar organismos cuja reprodução ocorre sem a participação de gametas sexuais e sem a necessidade de dois indivíduos distintos. Nesses casos, um único organismo é capaz de gerar descendentes por meio de processos como bipartição, brotamento ou reprodução vegetativa, resultando, em geral, em indivíduos geneticamente idênticos ao progenitor. Trata-se, portanto, de uma característica relacionada exclusivamente aos modos de reprodução dos seres vivos, e não a comportamentos ou experiências subjetivas (RAVEN; JOHNSON, 2014).
Já o termo “assexual” insere-se no campo da sexualidade humana e das ciências sociais, referindo-se a uma orientação sexual caracterizada pela ausência ou baixa persistente de atração sexual por outras pessoas, independentemente de seu gênero. A assexualidade não implica ausência de vínculos afetivos, emocionais ou românticos, nem configura disfunção ou patologia; trata-se de uma das múltiplas formas legítimas de vivenciar a sexualidade humana, reconhecida por estudos contemporâneos sobre diversidade sexual (BOGAERT, 2012).
Dessa forma, embora os termos sejam frequentemente confundidos devido à semelhança linguística, “assexuado” e “assexual” pertencem a campos conceituais distintos: o primeiro descreve um fenômeno biológico relacionado à reprodução de organismos, enquanto o segundo diz respeito à experiência subjetiva da sexualidade humana.
Referências bibliográficas:
RAVEN, Peter H.; JOHNSON, George B. Biologia. 10. ed. Porto Alegre: AMGH, 2014.
BOGAERT, Anthony F. Understanding asexuality. Lanham: Rowman & Littlefield Publishers, 2012.