Eu cheguei a um momento da minha vida em que entendi que concentrar a minha energia em mim mesma e nos meus projetos não é egoísmo. Durante muito tempo, dispersei atenção, afeto e expectativas em direções que não me devolviam presença nem crescimento. Hoje, escolho recolher essa energia e investi-la no que depende de mim, no que constrói, no que me fortalece de dentro para fora.
Quando foco em mim, passo a escutar melhor meus desejos, meus limites e minhas prioridades. Meus projetos deixam de ser apenas tarefas e passam a ser extensões de quem eu sou e do que acredito. Cada passo dado com intenção me devolve autonomia e sentido. Cuidar do que estou criando é, ao mesmo tempo, cuidar de mim. E é nesse movimento de presença e constância que eu me reconheço, me reconstruo e sigo adiante com mais clareza e verdade.