Um dos pilares do método Beck é identificar os pensamentos automáticos que levam ao comer impulsivo, como: “Só hoje eu vou comer.”, “Eu mereço, pois tive um dia difícil no meu trabalho.” ou “Já estraguei tudo mesmo, vou enfiar o pé na jaca até o resto do dia.” Beck ensina que esses pensamentos não são fatos, mas interpretações automáticas que podem ser questionadas (Beck, 2013).
No entanto, ela enfatiza que não se trata de fatos, mas de interpretações automáticas, moldadas por hábitos mentais antigos e por emoções intensas. Ao aprender a reconhecê-los, a pessoa cria um espaço entre o pensamento e a ação, podendo questionar sua utilidade, avaliar consequências de curto e longo prazo e formular respostas mais realistas e funcionais. Esse processo fortalece o autocontrole e reduz o ciclo de culpa e desânimo que costuma alimentar novos episódios de comer excessivo, permitindo uma relação mais consciente e estável com a alimentação (BECK, 2013).
Referências bibliográficas:
BECK, Judith S. Pense magro: a dieta definitiva de Beck. Porto Alegre: Artmed, 2013.