Estava aqui pensando que, embora as vicissitudes da vida possam às vezes ser enormes, é preciso buscar alguma bondade ou compreensão em nossas palavras e atitudes para que as outras pessoas também possam viver e ser o melhor de si mesmas. Eu bem que gostaria de agir ou de ser para alguém tudo aquilo que lhe faltou algum dia, um bálsamo benigno, porque toda relação humana é muito delicada e passível de deixar algumas dores ou traumas. É por isso que, muitas vezes, eu me afasto, quando não posso ser ou estar no melhor de mim, eu prefiro nada oferecer, mas até a distância ou a recusa pode desamparar ou influenciar negativamente outra pessoa… então, não sei. Dá vontade de deixar tudo para o tempo da delicadeza, quando alcançá-la. Minha mãe, por exemplo, que é a pessoa com quem eu mais convivo, tem uma caixinha de remédios; eu tenho outra para cuidar dos gatinhos que aparecem na minha janela, e seguimos todos juntos, assim.