ciências humanas - psicologia

Como são as pesquisas exploratórias?

As pesquisas exploratórias são aquelas que têm como objetivo principal aproximar o pesquisador de um problema ainda pouco estudado, pouco definido ou pouco sistematizado, buscando proporcionar uma visão inicial, ampla e flexível do fenômeno investigado. Elas não visam testar hipóteses nem comprovar relações causais, mas compreender o campo, delimitar o objeto de estudo, identificar categorias relevantes e construir problemas de pesquisa mais precisos. Por isso, são consideradas uma etapa inicial fundamental no processo de produção do conhecimento científico, funcionando como base para investigações posteriores mais aprofundadas (SEVERINO, 2007).

Do ponto de vista metodológico, as pesquisas exploratórias utilizam procedimentos abertos e flexíveis, como levantamento bibliográfico, análise documental, entrevistas abertas, observações livres, estudos preliminares de campo e mapeamentos iniciais da realidade. O foco não está na padronização rigorosa dos instrumentos, mas na descoberta, na familiarização com o tema e na construção progressiva de compreensões sobre o fenômeno. O pesquisador assume uma postura investigativa aberta, permitindo que a própria realidade pesquisada revele seus elementos mais relevantes.

Assim, a pesquisa exploratória é essencial para a ciência porque organiza o terreno do conhecimento, ajudando a transformar um tema amplo e difuso em um problema científico delimitado, inteligível e investigável. Ela contribui para a formulação de hipóteses, definição de objetivos, escolha de métodos e construção de modelos teóricos mais consistentes. Em vez de oferecer respostas definitivas, a pesquisa exploratória abre caminhos, estrutura perguntas e possibilita a construção progressiva do conhecimento científico, sendo uma etapa estruturante de qualquer investigação séria (SEVERINO, 2007).

Referência:
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. São Paulo: Cortez, 2007.



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