Quando uma pessoa emagrece (especialmente se estiver em déficit calórico, gastando mais energia do que consome) é comum sentir mais fome e mais vontade de comer. Isso acontece porque o organismo possui mecanismos biológicos para tentar recuperar o peso perdido.
Durante o emagrecimento, ocorre uma diminuição de hormônios relacionados à saciedade, como a leptina, e um aumento de hormônios relacionados à fome, como a grelina. Além disso, o corpo pode reduzir o gasto energético para economizar energia. Como resultado, muitas pessoas relatam sentir mais fome, pensar mais em comida e ter maior desejo por alimentos mais calóricos.
Entretanto, isso não significa que a fome aumente imediatamente no mesmo dia em que o peso na balança diminui. O peso corporal varia diariamente por vários fatores, como hidratação, conteúdo intestinal e reservas de glicogênio. O aumento da fome está mais relacionado ao processo de perda de gordura e ao déficit energético acumulado ao longo de dias ou semanas do que à variação de peso observada em um único dia.
Também vale lembrar que algumas pessoas sentem menos fome em determinados momentos do emagrecimento, especialmente quando consomem mais proteínas, fibras e alimentos com maior volume, ou quando o organismo se adapta temporariamente à rotina alimentar.
Portanto, de modo geral, a tendência biológica durante o emagrecimento é haver aumento da fome e da vontade de comer, mas isso não ocorre necessariamente porque a balança mostrou um número menor naquele dia específico.
Referências bibliográfica:
DONATO JÚNIOR, J.; PEDROSA, R. G.; TIRAPEGUI, J. Aspectos atuais da regulação do peso corporal: ação da leptina no desequilíbrio energético. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas, São Paulo, v. 40, n. 3, p. 273-284, 2004.