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O que são os eventos adversos no cuidado e assistência ao paciente?

Os eventos adversos são incidentes que causam dano ao paciente durante a assistência à saúde, podendo estar relacionados a medicamentos, procedimentos, falhas de comunicação, infecções, equipamentos ou outros fatores envolvidos no cuidado. Eles podem variar desde danos leves até situações graves, com risco de morte.

Entre os principais tipos de eventos adversos estão os erros de medicação, como administração da dose errada, troca de medicamentos, horários incorretos ou reações alérgicas não identificadas. Também são frequentes as infecções relacionadas à assistência em saúde, como infecção hospitalar, infecção urinária associada ao uso de sonda e pneumonia associada à ventilação mecânica.

Outro grupo importante envolve quedas de pacientes, especialmente idosos ou pessoas com mobilidade reduzida, podendo causar fraturas, traumas e prolongamento da internação. As lesões por pressão, conhecidas como escaras, também são consideradas eventos adversos quando relacionadas à falha nos cuidados preventivos.

Há ainda eventos ligados a procedimentos cirúrgicos, como cirurgia em local incorreto, retenção de materiais cirúrgicos no corpo, hemorragias e complicações anestésicas. Problemas na identificação do paciente, como troca de prontuários ou administração de tratamentos em pessoas erradas, também representam riscos relevantes.

Além disso, podem ocorrer falhas relacionadas aos equipamentos e dispositivos médicos, como defeitos em bombas de infusão, cateteres, respiradores e monitores. Eventos transfusionais, decorrentes de incompatibilidade sanguínea ou erros na transfusão, são exemplos graves que exigem rígidos protocolos de segurança.

Os eventos adversos também podem ser classificados conforme a gravidade. Alguns causam dano leve e reversível; outros provocam sequelas temporárias ou permanentes; e há os chamados eventos sentinela, que são ocorrências gravíssimas, como óbito inesperado, suicídio em ambiente hospitalar ou cirurgia em paciente errado.

A Organização Mundial da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária destacam que muitos desses eventos podem ser prevenidos por meio de protocolos de segurança, comunicação eficiente entre profissionais, identificação correta do paciente, higiene das mãos e cultura de segurança institucional.

Referência bibliográfica:
BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde: eventos adversos e incidentes. Brasília: ANVISA.



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