Na perspectiva sócio-histórica da Psicologia, o sujeito é compreendido como um ser construído nas relações sociais, culturais e históricas. Isso significa que ninguém nasce “pronto”: nossa maneira de pensar, sentir, agir e interpretar o mundo se desenvolve por meio das interações com outras pessoas, com a linguagem, com a cultura e com as condições materiais da sociedade.
Essa abordagem foi fortemente influenciada por Lev Vygotsky, que defendia que as funções psicológicas humanas se formam socialmente antes de se tornarem individuais. Assim, emoções, memória, pensamento e identidade são produzidos historicamente e mediados pela linguagem e pela cultura.
O sujeito, portanto, não é visto como isolado ou apenas determinado pela biologia, mas como alguém ativo, que ao mesmo tempo é influenciado pela sociedade e também a transforma. A subjetividade é resultado dessa relação dinâmica entre indivíduo e contexto social (Bock, 2001; Vygotsky, 1934).
Referências:
BOCK, Ana Mercês Bahia. Psicologias: uma introdução ao estudo de Psicologia. São Paulo: Saraiva, 2001.
VYGOTSKY, Lev. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1934/2007.