{"id":892,"date":"2026-04-07T10:18:38","date_gmt":"2026-04-07T13:18:38","guid":{"rendered":"https:\/\/ritacruz.pro.br\/?p=892"},"modified":"2026-04-07T10:18:38","modified_gmt":"2026-04-07T13:18:38","slug":"como-pensa-greg-grandin","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ritacruz.pro.br\/?p=892","title":{"rendered":"Como pensa Greg Grandin?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"is-style-default\">Greg Grandin \u00e9 um historiador e intelectual norte-americano, reconhecido internacionalmente por seus estudos sobre a hist\u00f3ria da Am\u00e9rica Latina, o <strong>imperialismo dos Estados Unidos<\/strong> e a pol\u00edtica externa norte-americana, especialmente a partir do s\u00e9culo XX. <br><br>Segundo Grandin, <strong>Hugo Ch\u00e1vez<\/strong> n\u00e3o representava apenas um problema econ\u00f4mico, mas um problema simb\u00f3lico e ideol\u00f3gico. A Venezuela passou a criticar abertamente o imperialismo norte-americano, questionar o discurso liberal de \u201c<strong>democracia de mercado<\/strong>\u201d e inspirar outros governos latino-americanos (Bol\u00edvia, Equador, Nicar\u00e1gua). Para os EUA, isso significava o risco de <strong>efeito domin\u00f3<\/strong>, isto \u00e9, a dissemina\u00e7\u00e3o de projetos pol\u00edticos alternativos \u00e0 ordem liderada por Washington (Grandin, 2006). <br><br>Grandin destaca que o controle estatal sobre <strong>recursos estrat\u00e9gicos<\/strong> sempre foi um ponto sens\u00edvel na rela\u00e7\u00e3o dos EUA com a Am\u00e9rica Latina. No caso venezuelano, a pol\u00edtica de: fortalecimento da PDVSA como empresa estatal, uso do <strong>petr\u00f3leo como instrumento de pol\u00edtica social e externa<\/strong>, redu\u00e7\u00e3o da influ\u00eancia de empresas norte-americanas e foi interpretada por Washington como uma amea\u00e7a direta aos interesses econ\u00f4micos e energ\u00e9ticos dos EUA.<br><br>Para ele, os Estados Unidos t\u00eam rusgas diplom\u00e1ticas com a Venezuela porque o pa\u00eds afirma soberania pol\u00edtica e econ\u00f4mica, controla recursos estrat\u00e9gicos como o petr\u00f3leo, questiona a hegemonia norte-americana na regi\u00e3o e oferece um modelo pol\u00edtico alternativo com potencial de influ\u00eancia regional. Para Grandin, o conflito \u00e9 menos sobre &#8220;democracia\u201d e mais sobre poder, controle e limites do imperialismo contempor\u00e2neo.<br><br>Um ponto central do argumento de Grandin \u00e9 que as rusgas com a Venezuela n\u00e3o s\u00e3o uma anomalia, mas uma continuidade hist\u00f3rica da <strong>pol\u00edtica externa dos EUA<\/strong> na Am\u00e9rica Latina, marcada por <strong>interven\u00e7\u00f5es diretas e indiretas<\/strong>, <strong>apoio a golpes ou tentativas de desestabiliza\u00e7\u00e3o<\/strong>, <strong>press\u00e3o econ\u00f4mica e diplom\u00e1tica<\/strong>. A Venezuela, portanto, entra na mesma l\u00f3gica aplicada anteriormente a pa\u00edses como <strong>Guatemala, Chile, Nicar\u00e1gua e Cuba<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><br>GRANDIN, Greg. <a href=\"https:\/\/a.co\/d\/d6F2sCw\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/a.co\/d\/d6F2sCw\">Empire\u2019s Workshop: Latin America, the United States, and the Rise of the New Imperialism<\/a>. New York: Metropolitan Books, <strong>2006<\/strong>.<br>OpenAI, ChatGPT para Rita Cruz, Output, 17 de fevereiro de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">Envie para um(a) amigo(a): <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Greg Grandin \u00e9 um historiador e intelectual norte-americano, reconhecido internacionalmente por seus estudos sobre a hist\u00f3ria da Am\u00e9rica Latina, o imperialismo dos Estados Unidos e a pol\u00edtica externa norte-americana, especialmente a partir do s\u00e9culo XX. 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