{"id":595,"date":"2026-04-07T10:19:21","date_gmt":"2026-04-07T13:19:21","guid":{"rendered":"https:\/\/ritacruz.pro.br\/?p=595"},"modified":"2026-04-07T10:19:21","modified_gmt":"2026-04-07T13:19:21","slug":"paula-akpan-et-al","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ritacruz.pro.br\/?p=595","title":{"rendered":"Paula Akpan et al."},"content":{"rendered":"\n<p class=\"is-style-default wp-block-paragraph\">A <strong>promulga\u00e7\u00e3o da Lei \u00c1urea<\/strong>, em 1888, marcou juridicamente o fim da escravid\u00e3o no Brasil, encerrando um regime que estruturou por mais de tr\u00eas s\u00e9culos as rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, sociais e raciais do pa\u00eds. Contudo, a aboli\u00e7\u00e3o ocorreu de forma tardia, incompleta e sem a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que garantissem a integra\u00e7\u00e3o social, econ\u00f4mica e pol\u00edtica da <strong>popula\u00e7\u00e3o negra<\/strong> rec\u00e9m-liberta. Ao contr\u00e1rio, o Estado brasileiro optou por uma <strong>transi\u00e7\u00e3o conservadora<\/strong>, preservando os <strong>interesses das elites agr\u00e1rias<\/strong> e mantendo intactas as estruturas de desigualdade racial herdadas do per\u00edodo escravocrata. Dessa forma, a popula\u00e7\u00e3o negra ingressou no per\u00edodo republicano, inaugurado em 1889, em <strong>condi\u00e7\u00f5es profundamente prec\u00e1rias<\/strong>, marcada pela <strong>exclus\u00e3o do acesso \u00e0 terra, ao trabalho digno, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 cidadania plena<\/strong>, sendo empurrada para a marginaliza\u00e7\u00e3o social e para a informalidade urbana. Esse processo consolidou padr\u00f5es de <strong><mark style=\"background-color:#f3da68\" class=\"has-inline-color\">desigualdade racial<\/mark><\/strong> que se perpetuaram ao longo do s\u00e9culo XX, evidenciando que a aboli\u00e7\u00e3o legal n\u00e3o significou a supera\u00e7\u00e3o das hierarquias raciais, mas a sua reconfigura\u00e7\u00e3o em novas bases.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\">Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas: AKPAN, Paula et al. <a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/livro-hist%C3%B3ria-negra-V%C3%A1rios\/dp\/6559870219\">O livro da hist\u00f3ria negra<\/a>. Tradu\u00e7\u00e3o de Maria Anuncia\u00e7\u00e3o Rodrigues. S\u00e3o Paulo: Globo livros, 2016.<br>OpenAI, ChatGPT para Rita Cruz, Output, 17 de fevereiro de 2026.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A promulga\u00e7\u00e3o da Lei \u00c1urea, em 1888, marcou juridicamente o fim da escravid\u00e3o no Brasil, encerrando um regime que estruturou por mais de tr\u00eas s\u00e9culos as rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, sociais e raciais do pa\u00eds. Contudo, a aboli\u00e7\u00e3o ocorreu de forma tardia, incompleta e sem a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que garantissem a integra\u00e7\u00e3o social, econ\u00f4mica e pol\u00edtica da popula\u00e7\u00e3o negra rec\u00e9m-liberta. Ao contr\u00e1rio, o Estado brasileiro optou por uma transi\u00e7\u00e3o conservadora, preservando os interesses das elites agr\u00e1rias e mantendo intactas as estruturas de desigualdade racial herdadas do per\u00edodo escravocrata. 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